O consórcio é uma solução que vem ganhando espaço entre quem busca adquirir bens ou contratar serviços sem arcar com juros elevados. Nesta leitura, vamos explorar suas características e compará-lo ao empréstimo pessoal.
O consórcio é uma modalidade de compra colaborativa baseada em autofinanciamento, onde um grupo de pessoas se une para adquirir bens ou serviços por meio de contribuições mensais para um fundo comum.
Ao contrário do empréstimo, não há liberação imediata de crédito nem aplicação de juros ao saldo devedor, apenas uma taxa de administração. Esse modelo é regulamentado pela Lei nº 11.795/2008 e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil.
Os participantes adquirem cotas que representam uma fração do valor total do bem ou serviço desejado. Mensalmente, cada integrante paga parcelas que formam um fundo coletivo, administrado por uma empresa autorizada.
A contemplação ocorre por meio de sorteio periódico ou por lances, recurso que permite ao consorciado ofertar um valor adicional para antecipar sua carta de crédito. Após a contemplação, o participante recebe um documento equivalente ao valor contratado, liberando-o para a compra.
Os prazos variam conforme o tipo de consórcio e o grupo – podem ser de poucos meses a vários anos, ajustados no contrato inicial.
O empréstimo pessoal é uma quantia liberada diretamente pela instituição financeira na conta do cliente, podendo ser usada livremente. As parcelas são pagas com juros e taxas administrativas, definidos no momento da contratação.
Esse modelo apresenta liberação rápida em situações emergenciais, mas geralmente carrega juros elevados, especialmente em cenários de Selic alta. É indicado para quem precisa de liquidez imediata, ainda que o custo total seja maior.
Em períodos de juros elevados, o consórcio cresce como alternativa viável. A taxa de administração média varia entre 10% e 20% do valor do crédito, diluída ao longo do contrato.
Por outro lado, empréstimos pessoais podem apresentar custo efetivo total superior a 30%-40% ao ano, tornando as parcelas bastante onerosas. Um exemplo prático:
Uma carta de crédito de R$ 50.000 em consórcio pode ter parcelas entre R$ 500 e R$ 700 mensais por 80 meses. Já um empréstimo de mesma quantia, em 48 meses, pode gerar pagamentos de R$ 1.300 a R$ 1.900 por mês, conforme a taxa aplicada.
Antes de fechar qualquer negócio, verifique se a administradora é autorizada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil. Leia atentamente o contrato, atentando-se às taxas de administração, prazo, regras para lances e sorteios, e condições de desistência.
Avalie também custos extras como fundos de reserva, seguros obrigatórios e possíveis reajustes baseados em índices oficiais.
A Lei nº 11.795/2008 define normas para os consórcios comerciais e de serviços, garantindo direitos e deveres aos consorciados. O Banco Central do Brasil supervisiona as empresas, exigindo prestação de informações claras e periódicas.
Conhecer esse arcabouço legal oferece segurança e confiança para a contratação, tornando o consórcio uma alternativa sólida ao empréstimo tradicional.
Referências