Conhecer o Custo Efetivo Total é essencial para tomar decisões financeiras conscientes. Veja como ele impacta o seu orçamento e aprenda a comparar propostas de crédito com segurança.
O CET, ou Custo Efetivo Total, é a taxa oficial que mostra o custo real de uma operação de crédito.
Essa taxa considera não apenas a taxa de juros nominal anunciada, mas também todos os encargos previstos em contrato. Com o CET, você sabe exatamente o valor total que o cliente pagará ao final do empréstimo ou financiamento.
Para entender a composição do CET, é importante listar cada item que entra na conta:
Enquanto a taxa de juros nominal pode parecer atraente, são os encargos adicionais que aumentam a conta final. Por isso, considere todos os custos e encargos antes de assinar qualquer contrato.
O cálculo do CET segue uma lógica muito parecida com a Taxa Interna de Retorno (TIR). O Banco Central determinou, pela Resolução nº 3.517/2007, que todas as instituições financeiras devem apresentar esse indicador em formato percentual anual e mensal.
Na prática, o CET iguala o valor presente dos desembolsos e pagamentos futuros, incluindo parcelas e tarifas, a uma taxa. Essa taxa é a que faz com que a soma dos fluxos de caixa seja zero.
Por exemplo, em um empréstimo com taxa de juros de 1,42% ao mês, ao calcular todos os custos extras, o CET pode subir para 1,54% ao mês, equivalente a 20,2% ao ano. Essa diferença mostra onde estão sendo aplicados os encargos administrativos e tributários.
Em contratos de longo prazo, essa diferença pode representar milhares de reais a mais pagos.
A criação do CET ocorreu em 2007, quando o Banco Central editou a Resolução nº 3.517. Desde então, tornou-se obrigatório que todas as instituições financeiras divulguem esse indicador em propostas e publicidade.
O consumidor tem direito de receber planilha detalhada com o cálculo do CET antes da contratação. Isso inclui a simulação de diferentes cenários para que seja possível comparar entre ofertas.
Além disso, é dever dos bancos e financeiras informar, de forma clara e objetiva, cada item que compõe o valor total da operação.
Ao solicitar um empréstimo, você deve ser informado sobre o CET e ter acesso a todas as planilhas de cálculo. Saiba quais são seus direitos:
Muitas vezes, uma proposta com juros aparentemente baixos pode ter um CET elevado por causa de tarifas e seguros. Comparar apenas a taxa nominal é arriscado.
Ao usar o CET como parâmetro, você faz uma comparação clara entre propostas e evita surpresas no futuro. A decisão baseada no custo total é mais segura e protege o seu orçamento.
O CET varia conforme o tipo de crédito. Veja alguns exemplos:
No crédito consignado, as taxas costumam ser menores, mas ainda assim podem incluir tarifas de seguro e administração. Já no cartão de crédito e no cheque especial, o CET dispara devido aos juros elevados e às cobranças por atraso e anuidade.
Para cada modalidade, verifique atentamente quais encargos são obrigatórios e quais podem ser negociados.
Siga estes passos para escolher a melhor oferta:
1. Peça o CET por escrito em todas as propostas.
2. Compare o indicador e não apenas a taxa de juros nominal.
3. Analise se existem cobranças que podem ser reduzidas ou eliminadas.
4. Avalie o impacto das parcelas no seu fluxo de caixa mensal, considerando seu orçamento e outras despesas.
Existem diversas ferramentas gratuitas que ajudam a calcular e comparar o CET:
– Calculadora do Procon-SP;
– Calculadora do cidadão do Banco Central;
– Simuladores online de instituições financeiras.
Com essas ferramentas, você pode inserir diferentes valores de empréstimo, prazos e encargos para ver a composição do CET em cada cenário.
O CET influencia diretamente o planejamento financeiro. Ao conhecer o custo total, você consegue distribuir melhor as parcelas no orçamento mensal.
No Imposto de Renda, o valor total pago em empréstimos pode ser considerado para comprovação de renda e dedução de despesas específicas. Ter o CET detalhado ajuda a declarar corretamente.
Antes de fechar qualquer negócio, considere as seguintes recomendações:
Ao dominar o conceito de CET e utilizá-lo em cada decisão de crédito, você passa a controlar melhor suas finanças e evita surpresas desagradáveis. Compare sempre, negocie ao máximo e conte com o poder da informação para conquistar condições mais justas.
Referências